Freguesia do Seixo

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SEIXO: UMA COMUNIDADE CULTURAL
 

A maior riqueza que o Seixo tem é, sem dúvida, as suas gentes. É um povo que vive e ama a sua terra e as suas origens, que tem orgulho quando lhes falam do seu passado, que vive para o trabalho, mas que participa como ninguém na vida colectiva e que se une nas dificuldades ou na prossecução dos interesses da comunidade.
É um povo solidário e com espírito comunitário ainda fortemente visível em variados aspectos: social, cultural, religioso e económico. É este enorme espírito comunitário que leva a população do Seixo a unir-se e a juntar esforços para fins altruístas ou em benefício do desenvolvimento da comunidade – esta acção está bem patente na construção de casas para pobres, na construção do Centro de Bem-estar Infantil, no Salão Paroquial, no Campo de Jogos, no Centro de Dia e em todas as obras de interesse para a Freguesia (sem esperar apoios municipais ou governamentais de relevo)
 
A Freguesia do Seixo apresenta, sem dúvida, algumas características próprias bem definidas e distintivas, no concelho de Mira. Entre outras, podem salientar-se as seguintes: - a solidariedade fortemente comunitária dos seus habitantes, com um forte espírito de iniciativa; - a união interna e externa dos seus agregados familiares, com o seu amor ao trabalho e à terra que só produz à custa de muito suor e labor;
- o elevado número de pessoas diplomadas com cursos universitários, contrastando com um elevado analfabetismo ( ainda de 16,9% contra 12,9% no concelho e 14% na Região Centro do país (1); - uma forte tradição nos domínios do teatro e da música, aqui quase considerados como aptidões inatas.
Quanto ao teatro, apareceram grupos ligados aos movimentos ou pias associações da Igreja que representavam as suas peças nos sótãos de casas particulares como a de Afonso Catharino e a antiga residência paroquial, a norte da Igreja Nova junto à actual estrada. Mais tarde, em 1946 ???, construiu-se a chamada Juventude, a sede da Acção Católica Rural, edifício ainda hoje existente no número ????? da actual rua P.e São Miguel. Aqui, representava o grupo da A.C.R, por altura das Festas do Natal, as peças que ensaiavam em cada ano. Os Milagres de Santo António e Frei Luís de Sousa de Almeida Garret, por exemplo, são peças que ficaram bem vivas na memória de todos os que as viram representar.
Mais tarde, entre 1942 e os anos 70, constituiu-se o grupo dos estudantes conhecido, por oposição, aos dos cavadores da enxada, como Associação dos Pisadores da Calçada, fazendo o nome jus aos muitos estudantes que, durante as suas férias grandes, se viam continuamente a calcorrear as ruas da freguesia, parecendo nada ter que fazer, por o seu estatuto de estudantes os libertar da ajuda à sua família nos trabalhos agrícolas. Festejou este grupo efusivamente as suas bodas de prata em 1968, tendo convidado para o efeito todos os antigos Pisadores e suas famílias. Houve copo de água, com diversos discursos a propósito, e à noite representou-se o drama Todos eram Meus Filhos, de Arthur Miller. O Auto da Barca do Inferno de G. Vicente, Mater Dolorosa de Júlio Dantas, A Muralha, de Calvo Sotello, o Processo de Jesus, de Diego Fabri, A Barca Sem Pescador de Alejandro Casona, A Forja de Alves Redol são algumas das glórias do grupo, como exemplo de encenações mais modernas fugindo aos dramas de faca e alguidar. Foi pena que alterações como a ocupação laboral dos estudantes durante o período de férias, o fascínio do pequeno écran e uma maior facilidade de transportes pessoais à disposição da malta, aliados à falta de um líder, tivessem ditado a extinção da referida associação.

 

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