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Igreja Velha

O centro congregador desta vida religiosa, materialmente, era a denominada Igreja Velha, por oposição à Igreja Nova cuja construção começara a ser idealizada nos inícios da década de 40, sob a presidência do então pároco padre Basílio da Costa Morgado que, em 1946, procedeu à Escritura da doação do terreno para a mesma. Iniciada a sua construção no tempo do P.e António Carvalhais, sua grande alma e dinamizador das campanhas de trabalho e dos cortejos para recolha de fundos, foi benzida solenemente em 23 de Setembro de 1956, pelas dezassete horas, com grande solenidade e festejos da população, como comprova a notícia da BOA NOVA, semanário da Vila de Cantanhede, inserida no jornal de 28 de Setembro do mesmo ano.

 

A saudosa Igreja Velha, entretanto, foi, infelizmente, demolida em Novembro de 1964,(1) quando quase cumpria o seu primeiro centenário. Era uma Igreja com alguma beleza quer na sua configuração, quer nos pormenores das talhas douradas dos seus altares. Substituindo a primitiva Capela, a sua construção iniciou-se em 1865, e, em Janeiro do ano seguinte, “ a capella-mor está em estado decente e em termos de nella se poder celebrar depois de benzida (...) O corpo ainda (...) se conserva em bruto, sem solho e forro...” (2). Como recomendavam as regras canónicas, a orientação do edifício era nascente-poente. Tinha 14,70 m de cumprimento por 6,37 de largura e 4,77 de altura. Além da grande e principal porta de entrada dos fiéis, voltada para poente, tinha outra para sul – a porta das mulheres - e uma terceira na sacristia lateral do lado norte – a chamada sacristia velha -, voltada para poente, por onde entravam os homens, dando acesso à chamada sacristia velha. Havia quatro janelas no corpo da nave ( duas para norte e duas para sul); uma sobre a porta principal para iluminação do coro; e duas na capela-mor.

 

Entrando pela porta principal, do lado sul, a partir do fundo, havia a escada de acesso à torre e ao coro, o baptistério, uma grande cruz da Santa Missão Redentorista, a porta de entrada das mulheres, a capela do Sagrado Coração de Jesus com um grande arco de entrada e formando uma saliência para sul; do lado direito, ao meio da nave ficava o púlpito e, perto do gradeamento da comunhão, o harmónio construído pelo Pe Ribau. No espaço superior e seguinte à porta de entrada, havia o coro. A nave da igreja era separada da capela-mor por uma balaustrada, onde era distribuída a comunhão. A capela-mor encontrava-se em plano superior ao do corpo da Igreja. A seguir à balaustrada, havia um arco em pedra de ançã: à direita deste ficava o altar do Sagrado Coração de Maria (do mesmo lado da capela do Sagrado Coração de Jesus); à sua esquerda, ficava o altar de Nossa Senhora do Carmo. No fundo da capela-mor, e em plano superior a esta, ficava o altar-mor com um bonito retábulo com trono para exposição do SS.mo Sacramento, fechado, no fundo, com um bonito quadro religioso de pintura a óleo. Entrava-se das sacristias para a capela-mor por duas portas: uma do lado norte, com ligação à porta de entrada dos homens voltada para poente; outra, do lado sul, dando para a sacristia nova, onde ultimamente o sacerdote se paramentava e homens e crianças também paticipavam nos actos litúrgicos. A sacristia nova comunicava com a capela do Sagrado Coração de Jesus por meio de uma porta. Estas duas dependências mais a capela da pia baptismal e a torre foram construídas pelo povo, no tempo do Curato do P.e António Ribeiro S. Miguel, e a pedido do bispo D. António Antunes que tendo vindo fazer o tríduo da festa de 13 a 15 de Agosto de 1916 “pediu ao povo que fizessem uma capella para a imagem do Sagrado Coração de Jesus, que andava por casas de renda, pois ora estava no throno, ora por cima dos altares. O povo attendeu ao prelado; e, como era necessário fazer o baptistério para collocar a pia que estava a um canto da capella, vedada por uma graude; e uma outra sacristia, porque a de norte era pequena e muito acanhada principalmente nas festas, o Cura António Ribeiro de São Miguel nomeou a seguinte comissão para angariar donativos e proceder às obras”. Seguem-se os nomes dos elementos da comissão dos lugares do Seixo e Cabeças-Verdes. As obras principiaram em janeiro de 1917 e em 15 de Agosto do mesmo ano foi benzida a Capella do Coração de Jesus, embora faltasse guarnecer o altar com as colunas e obras de talha.

 

Na talha do alta-mor, havia: um Cristo crucificado, Santa Ana, S. José, S. Miguel, S. Jorge, Santo Inácio, S. Brás, S. António, Santa Margarida e Santa Quitéria.

 

Foi pena que na altura da sua demolição não houvesse ainda sensibilidade para a preservação destes edifícios públicos nem, ao menos, para salvaguardar algum deste património que assim terminou ingloriamente por algumas casas particulares.

 

(1) Esta data foi indicada por sr. Evangelista Teixeira que se recorda dela por na ocasião estar imigrado em França e lho ter contado o Joaquim Lourenço (Maná) que para aí também fora de assalto, em Março de 1965.

 

(2) A.U.C, Fundo do cabido cx. 19, nº 24

 

 

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